Família indígena ganha computador reciclado22 de março de 2011 • 08h42
DOURADOS - O indígena Ademar Machado Lopes, morador na aldeia Jaguapirú, pai de duas filhas, recebeu das mãos do jornalista Ademir Machado um microcomputador Pêntium III, que será utilizado por sua filha adolescente, que cursa o ensino médio numa escola naquela aldeia. A jovem indígena disse que o microcomputador será de grande utilidade para a realização de tarefas escolares.
Segundo explicou o jornalista Ademir Machado, que desde meado do ano passado vem reciclando microcomputadores e acessórios, na maioria das vezes descartados pelos proprietários por serem obsoletos, os aparelhos ainda tem um bom tempo de vida útil, e o que é melhor, “continuará prestando serviços a uma família e será um eletrônico a menos para poluir o meio-ambiente”.
Ademir Machado explicou que os aparelhos doados vieram de várias fontes. “O monitor Samsung de 15 polegadas foi doado por uma clínica cardiológica do centro da cidade. A impressora, embora um pouco antiga, foi encontrada nos lixões da cidade. O gabinete e seus acessórios internos, inclusive placa-mãe, processador e memória, foram retirados de outros aparelhos que não puderam ser reutilizados”. De acordo com ele, embora na aldeia Jaguapirú não haja linha telefônica, os contemplados com o micro poderão usar um modem 3G ou rádio e acessar a internet sem maiores problemas.
COMO COLABORAR
Técnico eletrônico há mais de 30 anos, Ademir Machado nunca exerceu a atividade profissionalmente, dedicando-se mais às suas atividades como jornalista. Atualmente o projeto é executado em uma oficina improvisada em sua residência “que está um tanto entupida com sucatas”.
Mesmo assim, ele solicita às pessoas que tiverem especialmente CPU (gabinetes completos) ainda em condições de funcionamento e que queiram se desfazer, poderão manter contato com ele pelo celular 9644-3349. “Infelizmente, ainda nos deparamos com monitores, CPU novas jogadas nas calçadas ou nos sucateiros da cidade, mas já quase destruídos pelo processo de descarte”, lamentou Ademir Machado.
Os aparelhos doados pela comunidade ou resgatados dos lixões não são vendidos, embora haja o custo de manutenção, como a compra de componentes eletrônicos. Machado esclareceu ainda que não trabalha com “lixo eletrônico”, mesmo porque seu projeto é repassar às pessoas micros funcionando e também por não ter um espaço apropriado para o melhor aproveitamento do chamado “lixo eletrônico”, que segundo ele, é na maioria das vezes apenas aparelhos obsoletos ou indesejados pelos seus donos.
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