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Vídeo mostra agressão de técnica de enfermagem a menino de 8 anos16 de fevereiro de 2012 16h56

Família registrou ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia de Viamão.
Menino sofre de doença rara e ganhou na Justiça direito de ter assistência.

Uma câmera escondida instalada por pais de um menino de oito anos flagrou a agressão de uma técnica de enfermagem na última terça-feira (14), em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. João Pedro sofre de uma doença genética rara e conquistou na Justiça o direito de receber assistência médica em casa. Nas imagens, enviadas pelo pai da criança, a mulher aparece puxando o menino pelos cabelos. Em seguida, o joga na cama e puxa pelas pernas.

A mãe, Uliana Prates, chega ao quarto ao final da filmagem. "Foi instintivo. Senti uma coisa ruim e fui até o quarto. Fiquei muito revoltada depois de ver as imagens. Eu não percebi o que tinha ocorrido naquele momento", conta. A família instalou as câmeras no quarto do menino após notar hematomas frequentes e suspeitar da técnica em enfermagem, funcionária da empresa Essencial Care, contratada pelo estado para dar suporte a João Pedro.

“Ele nasceu com essa doença que os médicos chamam de translocação cromossômica e passou por muito tempo em um hospital. Desde que saiu, necessita de cuidados especiais e por isso uma empresa especializada em atendimento domiciliar foi contratada”, relata a mãe. A doença prejudica o desenvolvimento neurológico e motor do menino.

Na quarta-feira (15), os pais registraram ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia de Viamão. O delegado responsável pelo caso, Cleiton Freitas, disse que instaurou inquérito e que as intimações judiciais estão sendo preparadas. Essencial Care divulgou nota afirmando que já foi intimada, mas que só se pronunciará após tomar conhecimento dos fatos do processo, quando "serão tomandas as medidas pertinentes".

O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) diz que recebeu por e-mail uma denúncia da mãe em dezembro, questionando as condições de trabalho dos profissionais da empresa. "A mãe não cita a agressão. A denúncia é prioridade de averiguação do Coren. Vamos apurar o caso", disse a coordenadora administrativa de fiscalização do Coren, Roberta Almeida.

G1

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