População cobra reformas no Horto Florestal que está sem manutenção19 de novembro de 2011 • 20h40
A falta de conservação do Horto Florestal (Parque Florestal Antônio de Albuquerque) vêm gerando estranheza e reclamações de usuários que frequentam o espaço público, o mais antigo de Campo Grande e frequentado mensalmente por pelo menos 3,6 mil pessoas. Pista de caminhada em más condições, com o piso degradado em diversos pontos do trajeto, mato crescendo em meio à área onde só deveria haver grama, inclusive ao longo do cercamento da área, além de brinquedos do parque infantil bastante gastos, são algumas situações que chamam a atenção, infelizmente de forma negativa, para o aspecto do local.
“Aqui (Horto Florestal) é bom, um lugar gostoso de vir, só que está meio sujo”, avalia a dona de casa Vana Souza, de 40 anos, que pelo menos duas vezes por semana passa pelo parque com os filhos Adelson Júnior, de 12 anos, e Emily, de três anos, para buscá-los e trazê-los das aulas de natação no complexo aquático situado ao lado da área pública.
Moradora do Bairro Cabreúva, ela conta que costuma frequentar o Horto Florestal para que as crianças possam brincar no parquinho infantil, porém considera que o estado de conservação dos brinquedos está deixando a desejar. “Teve um fim de semana que eu, meu marido e as crianças viemos, mas os brinquedos estavam estragados. Por causa disso, nem ficamos, acabamos indo para o Belmar Fidalgo”, disse.
Antônio Nicolau Filho, de 65 anos, é um assíduo frequentador do Horto Florestal — adepto de atividades físicas há cinco anos, com direito a carteirinha do Clube da Caminhada, ele considera o parque como “o melhor local turístico de Campo Grande”, por causa do clima fresco, proporcionado pela boa arborização do espaço, a segurança e a limpeza do local, embora a qualidade deste último quesito tenha caído um pouco nos últimos tempos. “Aqui você faz a caminhada, vai para a biblioteca, faz a sua leitura, enfim o atendimento e a localização são excelentes. O que precisa melhorar mais é a pista de caminhada, que está muito gasta”, sugeriu.
Parceria
A falta de manutenção do Horto Florestal coincide com o fim da parceria do Serviço Social do Comércio (Sesc) com a Prefeitura Municipal de Campo Grande. Após a instituição deixar o Programa de Parceria Municipal (Propam), há cerca de seis meses, toda a estrutura passou a ser administrada pela Prefeitura, que tem um quadro total de 14 servidores, seis deles atuando na biblioteca e oito administrativos, dos quais somente três atuam efetivamente na manutenção de uma área total de 3,6 hectares.
“Isso aqui é uma fazendinha dentro de Campo Grande e não há funcionários suficientes”, reconheceu o diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), Roberto Figueiredo. Ele estima que somente com funcionários, manutenção e equipamentos, as despesas do Horto Florestal giram em torno de R$ 20 mil por mês.
Atualmente, a Prefeitura está em negociação com outra instituição interessada em assumir o Horto Florestal por meio do Propam. A expectativa é que esse convênio esteja definido até o fim do mês, segundo Roberto Figueiredo. O objetivo do novo convênio é conferir uma melhor utilização do espaço, explorando os potenciais que o Horto Florestal oferece dos pontos de vista cultural e ecológico. “Não queremos que o parceiro venha aqui e só coloque placa. Queremos que ele utilize o Horto Florestal, colocando projetos sociais e ambientais no local”, destacou.
Atividades
Atualmente, o público da terceira idade recebe duas vezes por semana no Horto Florestal atendimento do Sesc, que realiza aferição da pressão arterial e peso corporal dos usuários. Além dos cerca de 100 frequentadores da pista de caminhada e da academia ao ar livre, todods os dias o local também recebe praticantes de bocha, enquanto o projeto Sala de Leitura, realizado em parceria com a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), atende uma média 30 a 60 estudantes por dia. Já as oficinas de violão, pintura, orquestra de violões e xadrez tem uma média de participação de 40 pessoas. O parque também recebe média de seis visitas de escolas por mês, com grupos de até 30 alunos.
Segundo o administrador do Horto Florestal, Marcelo T. dos Santos, quarta e sexta-feira são considerados os dias de maior movimento no local por causa do projeto de atendimento da terceira idade, juntamente com os domingos, dias em que acontece no Teatro de Arena o projeto “Teatro na Arena”, reunindo média de 300 pessoas por edição, com máximo de público de 1,5 mil visitantes. Uma vez por mês, também aos fins de semana, o Horto Florestal sedia o projeto “Só Rock no Horto”, atraindo de 1 mil a 1,5 mil pessoas, conforme informações da coordenação do projeto.
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