Panificadoras adotam sacos biodegradáveis para empacotar pães14 de fevereiro de 2012 • 08h51
Preocupadas com a preservação do meio ambiente, pelo menos 21 panificadoras e padarias de Campo Grande já adotam, desde o fim do ano passado, sacos biodegradáveis – que pode ser decomposto por agentes biológicos – para o transporte de pães pelos fregueses. Os sacos ecologicamente corretos são feitos de papel branco óptico e, além de contribuir com a preservação ambiental, também reduzem os custos dos empresários do segmento com embalagens, já que os pacotes são entregues gratuitamente pela empresa que explora comercialmente a parte externa das embalagens com a impressão dos mais variados anúncios.
Segundo o presidente do Sindepan/MS (Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria de Mato Grosso do Sul), Raul Alves Barbosa, para os empresários do segmento, a principal vantagem dos sacos biodegradáveis para pães, com certeza, é a economia com embalagens e, por isso, a entidade vai trabalhar para que a novidade chegue ao maior número possível de panificadoras e padarias do Estado.
“Todos os lados ganham com essa iniciativa, o empresário, que consegue economizar, e o cliente, que transporta o pão de cada dia em um saco ecologicamente correto.
Além disso, as empresas dos mais variados segmentos passam a contar com uma nova alternativa de divulgação das suas marcas e serviços”, analisou. Empresários Para o proprietário da padaria Barcelona’s, Carlos Henrique Brites Taveira, a iniciativa foi muito bem recebida pelos clientes. “Desde que começamos a receber os sacos biodegradáveis, procuramos divulgar para os clientes que a nova embalagem é feita de um material especial que não causa danos ao meio ambiente.
Também estamos conscientizando os consumidores até mesmo na hora do pagamento para que não façam o uso da sacola plástica para transportar o pão”, destacou. Ele informa ainda que, por mês, eram gastos, aproximadamente, R$ 100,00 em cada milheiro de saco de pão, valor que hoje está sendo economizado, já que a empresa que fatura com a mídia impressa na nova embalagem não cobra pela distribuição do produto.
“O custo das embalagens está muito alto. Então, para nós, essa alternativa de redução é muito boa. Nossas expectativas de aceitação junto ao cliente também são positivas, pois essa embalagem permitirá uma maior interação, já que pode trazer, além dos anúncios, vários tipos de promoções”, acrescentou.
A sócia proprietária da padaria Mais Q Pão, Luciane Gueno, acredita que o saco biodegradável é uma ótima ferramenta de comunicação, além de reduzir os custos da empresa. “Por dia recebemos em média 1,5 mil clientes na padaria, ou seja, um número grande de pessoas que estão tendo acesso a um novo conceito de embalagem.
Portanto, é preciso que haja mais conscientização por parte dos clientes, pois, alguns ainda utilizam muito as sacolas plásticas, mas acredito que em pouco tempo todos irão aderir ao saco ecologicamente correto”, previu. Nova mídia O responsável pela empresa que trouxe esse novo conceito de embalagem ao Estado, Thomaz Alves Corrêa Reis, reforça que a iniciativa também não deixa de ser uma forma de publicidade ecologicamente correta.
“Apostamos em um suporte publicitário inovador, que é o saco de pão, auxiliando também o empresário do setor da panificação a reduzir custos com embalagens para os seus produtos. Além disso, a mídia nos sacos é impressa com tintas à base de água e a cola para selamento não possui poliamidas, observando padrões internacionais para acondicionamento de produtos alimentícios e produzidos de acordo com normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, explicou.
O empresário acrescenta que os sacos biodegradáveis para pães têm espaço para 44 anúncios, sendo em uma face com tamanho de 6,2 por 5 cm e, na outra, de 5 por 5 cm. “Fica a critério de cada anunciante escolher em quantos módulos quer anunciar ou, ainda, optar por ser o único fazer a divulgação na edição”, detalhou. Ele pontua também que a edição dos sacos é quinzenal e a tiragem mínima é de 30 mil unidades, possibilitando publicidade a baixo custo para os anunciantes, quando comparado a outras mídias tradicionais.
“A primeira edição começou a circular no fim de dezembro do ano passado e já está em circulação a segunda. Na primeira foram 30 mil sacos distribuídos junto a 18 panificadoras localizadas em diversas regiões da Capital e, nesta segunda edição, são mais 30 mil sacos distribuídos em 21 estabelecimentos”, informou.
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