Universidade promove competição para descobrir quem ama mais (em nível cerebral)20 de fevereiro de 2012 • 09h14
É possível que algumas pessoas possam amar mais do que outras? A Universidade de Stanford (famosa por seus experimentos pouco comuns) realizou a 1ª Competição Anual do Amor para tentar responder a esta pergunta– e sim, é possível.
Sete pessoas de 10 a 75 anos de idade participaram. As regras: cada pessoa devia passar cinco minutos em uma máquina de ressonância magnética funcional enquanto pensava em alguém que amava – ou no sentimento em si – da forma mais intensa possível. Os pesquisadores, então, mediriam a atividade cerebral das áreas envolvidas na produção dos componentes neuroquímicos (serotonina, dopamina e ocitocina /vasopressina) do amor. Quem mostrasse maior atividade nessas áreas ganhava.
O estudo foi feito pelo Stanford Center for Cognitive and Neurobiological Imaging (CNI) e aparece no curta-metragem da revista Wholphin. Dá pra ver a seguir, em inglês.
O vencedor foi Kent, um senhor de 75 anos que se concentrou na esposa que havia conhecido em um encontro às escuras em 1961. O sentimento foi instantâneo: eles ouviram sinos e três anos depois estavam noivos. Ele contou que até hoje pode sentir isso, mas que a paixão inicial foi ficando mais moderada enquanto o seu respeito e admiração por ela aumentavam.
Mas a parte mais fofa do vídeo foi a do segundo lugar. Milo, um menino de 10 anos que tentou explicar o amor como “um sentimento que você tem por alguém… por quem você tem sentimentos”. Ele contou que nunca amou ninguém naquele sentido romântico e, para o teste, se concentraria na sua priminha recém-nascida.
Quem saiu ganhando mesmo com a competição foi o cara que ficou em último lugar e descobriu que não amava a ex-namorada tanto quanto pensava. Ele ainda estava sofrendo por ela e comparou a experiência do rompimento com a morte. Para a competição, disse que se concentrou nas primeiras semanas de namoro, “quando as coisas estavam perfeitas”. Quando soube do resultado, saiu triunfante.
Uma experiência lindona para provar que a ciência também pode emocionar.
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