Tabagismo pode causar infertilidade em mulheres e homens03 de abril de 2011 • 08h00
O cigarro contém mais de mil diferentes componentes e a maioria faz mal à saúde.
Grande parte das consequências relacionadas ao fumo está relacionada a problemas cardiovasculares e respiratórios.
Além disso, vários estudos apontam que ele está relacionado à queda da fertilidade, tanto nos homens como nas mulheres.
Antigamente, fumar era considerado "glamour", elegância. Viam-se jovens nas telas de cinema tragando seus cigarros com piteiras ao fazer caras e bocas, professores e alunos fumavam nas salas das universidades e até médicos poderiam estar fumando durante as consultas livremente. Eles não sabiam o que estavam fazendo.
Atualmente, a informação existe e devemos utilizá-la ao nosso favor. O comportamento das pessoas em relação ao cigarro está mudado e já existem leis que proíbem tabagismo em lugares fechados. No entanto, ainda há muita falta de respeito ao próximo e, principalmente, de informação.
Mulheres que fumam têm menor taxa de sucesso e precisam do dobro de tentativas, em média, em relação às não tabagistasEm relação ao impacto na fertilidade feminina, o tabagismo pode causar:
(1)- Atraso na primeira menstruação
(2)- Antecipação da menopausa
(3)- Aumento de irregularidades menstruais
(4)- Piora da qualidade dos folículos
(5)- Alteração da função fisiológica das trompas
(6- Alterações hormonais
(7)- Interferência na formação dos óvulos e fertilização
(8)- Dificuldade de implantação do óvulo
Quanto à fertilidade masculina:
(1)- Afertar a formação dos espermatozóides
(2)- Diminuir a concentração, o formato e motilidade (capacidade de nadar rápido e linear)
(3)- Piora o potencial de fertilização
(4)- Aumenta o estresse oxidativo (radicais livres)
A exposição intra-uterina ao tabagismo materno pode diminuir a fertilidade do feto em formação. Além disso, o fumo pode acarretar na destruição dos ovócitos primários (futuros óvulos) e no atraso na concepção.
Já no sexo masculino, é possível que haja a redução no volume de sêmen e na concentração de espermatozóides.
Observamos na nossa clínica, que realiza tratamentos de fertilização in vitro, que mulheres que fumam têm menor taxa de sucesso e precisam do dobro de tentativas, em média, em relação às não tabagistas, para conseguir uma gestação.
Nestas pacientes, também notamos menor qualidade dos óvulos e dos embriões formados e menor número de embriões por ciclo, havendo a necessidade de maiores doses de medicamentos.
Pacientes que fumavam e pararam de fumar durante o tratamento se beneficiaram com aumento da chance de sucesso nos tratamentos de reprodução humana assistida.(www.minhavida.com.br)
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